Outubro é o mês de Conscientização sobre a Artrite Reumatoide

Em 12 de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Conscientização sobre a Artrite Reumatoide, e sim, essa doença merece um dia só dela. A Artrite Reumatoide é uma doença sem causa ainda definida, que se inicia através da desregulação do sistema imunológico do indivíduo, deflagrando seu principal sintoma, o acometimento das articulações. As juntas apresentarão inchaço, dor, vermelhidão, calor e rigidez ao movimento. Em casos mais graves, outros órgãos podem ser acometidos, como os olhos, pele, pulmão e outros.

Ao contrário do que se pensa, não é uma doença apenas dos indivíduos da terceira idade, podendo acometer qualquer faixa etária, gênero e raça. A principal característica da dor articular é aquela que é pior assim que o paciente inicia um movimento, como ao acordar e ao se levantar após período de repouso. Os sintomas podem ir se apresentando de forma gradativa, culminando em um longo período de dor e rigidez, fazendo a pessoa procurar auxílio médico. Nesta hora, o especialista indicado é o reumatologista.

Apesar de não haver cura, atualmente nos deparamos com terapêutica bastante avançada e eficaz, capaz de trazer alívio parcial ou até total dos sintomas, porém de uso prolongado, algumas vezes pelo resto da vida. À medida que os estudos vão avançando, novas drogas vão sendo adicionadas à lista de medicações disponibilizadas pelos planos de saúde e sistema único de saúde, como pudemos ver neste último ano.

O principal desafio é fazer com que o diagnóstico seja efetuado em momento precoce e oportuno. Neste caso o paciente que possui dor e inchaço nas articulações deve procurar um reumatologista assim que notar que o quadro está duradouro e não tem relação com um trauma físico. Neste início o profissional investigará a doença através de exames laboratoriais e de imagem e prescreverá apenas medicação de alívio até que o diagnóstico seja firmado. Uma vez estabelecido que se trata realmente de Artrite Reumatoide, medicações específicas serão acrescentadas.

O tratamento é individualizado para cada paciente, dependendo da gravidade da patologia e das possíveis contraindicações e efeitos colaterais das medicações. Sendo assim, o indivíduo acometido não deve comparar sua terapêutica com o de outro paciente e as dúvidas sobre os motivos da escolha de cada droga devem ser assunto sempre discutido nas consultas, estando médico e paciente de acordo com as medidas adotadas.

Casos mais avançados, como aqueles em que há demora na chegada ao reumatologista ou em apresentações já com deformidade nas articulações, possuem tratamento mais agressivo e com grande chance de sequelas permanentes. Tal fato é responsável por intenso prejuízo na vida social e laboral, causando sintomas de isolamento, depressão, incapacidade funcional e aposentadoria precoce.

Pacientes fisicamente ativos e conscientes de seu papel no tratamento possuem um desfecho melhor, com menos sequelas e mais qualidade de vida. Para isso é importante a procura de informações com o médico que acompanha, leitura em fontes confiáveis, engajamento da família e fazer parte de grupos de apoio. No Espírito Santo há o GRUPAES, grupo formado por portadores de doenças reumáticas, que se reúnem mensalmente para troca de informações e apoio mútuo. Pacientes bem informados e engajados possuem maior chance de êxito em seu tratamento.

A fórmula ideal para alcançar o sucesso na luta contra os sintomas da doença é a combinação de alimentação saudável, exercício físico leve e orientado, vida social e familiar ativas, além de seguir corretamente as orientações médicas.

 

Aline Fraga, presidente da Sores


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