As alterações laboratoriais nas doenças reumáticas

 

Vários exames laboratoriais estão disponíveis para auxiliar o médico a diagnosticar uma doença reumática. No entanto, nenhum teste é capaz de fazê-lo isoladamente. O diagnóstico depende da associação com a história apropriada e do exame físico completo. Uma vez a doença diagnosticada, certos testes laboratoriais podem ajudar na avaliação do prognóstico ou na determinação da extensão da doença, além de orientar o tratamento ou avaliar a potencial toxicidade do medicamento. Dentre vários testes podemos destacar:

Velocidade de hemossedimentação (VHS) e Proteina C reativa (PCR)

São marcadores de inflamação e estão elevados quando esta está presente. No entanto podem estar elevados em outras situações como anemia, infecções bacterianas, obesidade, dentre outras. Na reumatologia é utilizado principalmente para o monitoramento de certas doenças reumáticas autoimunes.

Fator Antinucleo (FAN)

São anticorpos geralmente desenvolvidos contra estruturas do núcleo celular, como o DNA, RNA, histonas, centro, nucléolo e outras nucleoproteínas. Existem vários tipos de FAN, cada um deles associado a um tipo de doença autoimune diferente. É um exame muito útil para triagem de algumas doenças reumáticas, como é o caso do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), porém se a história e o exame físico não são dignos de nota, um teste positivo não garante por si só um diagnóstico. É importante salientar que 10% a 15% da população sadia pode ter FAN reagente em valores baixos, sem que isso indique qualquer problema de saúde. A simples presença de um FAN positivo não é suficiente para o diagnóstico de nenhuma doença.

Fator Reumatoide (FR)

O FR é um anticorpo que está presente em muitas pessoas em níveis muito baixos, mas níveis mais altos estão presentes em 5% a 10% da população, e essa porcentagem aumenta com a idade. São encontrados em cerca de 60% dos pacientes com artrite reumatoide.

Este teste deve ser feito somente se um paciente apresentar evidências de inflamação das articulações por algumas semanas. O teste em série não é útil para pacientes com artrite reumatoide, pois isso não prevê prognóstico.

Pode ocorrer em outras doenças do tecido conjuntivo, como Lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndrome de Sjögren primária. Além disso, podem ser elevados em pacientes com certas infecções, p. Malária, rubéola, hepatite C e vacinas.

Portanto, os testes laboratoriais ajudam a diagnosticar uma doença específica reumática e podem até prever o prognóstico. Um médico experiente deve primeiro avaliar o paciente com abordagens clínicas e depois solicitar testes laboratoriais significativos como ferramentas de diagnóstico complementares. A interpretação de exames de laboratório requer conhecer o poder de diagnóstico de cada teste.

05/09/2017 - Reumatologista Bruna Costa da Mata


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