FIBROMIALGIA

Dores por todo o corpo, sensação de inchaço, cansaço, dor de cabeça freqüente, alterações de memória e atenção, grande sensibilidade ao toque por outra pessoa (por exemplo, um abraço), sono não reparador (acordar cansado), alterações do hábito intestinal (diarréia e constipação intestinal)...Esses sintomas podem estar relacionados à fibromialgia, uma doença crônica que é caracterizada por dores generalizadas pelo sistema músculo esquelético, decorrentes de  uma alteração no mecanismo de dor do sistema nervoso central, o qual está amplificado, fazendo com que o paciente sinta mais dor, mesmo com pequenos estímulos. Portanto, não se trata de um quadro psicológico, apesar de que depressão, ansiedade, insônia e estresses físicos e emocionais influenciam também os seus sintomas. A dor na fibromialgia é um sintoma real!

Não há uma causa única específica para a doença. Ela pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.

Ela acomete principalmente as mulheres, mas também pode afetar homens, pessoas mais velhas e crianças.

Não existe um exame específico que comprove o seu diagnóstico.  Para tal, é necessária a avaliação por um reumatologista, que fará exames de sangue, imagem ou outros que julgar necessário, dependendo de cada caso, para excluir outras possíveis causas para esses sintomas. Portanto, o diagnóstico da fibromialgia é de exclusão!

Para o tratamento eficaz, o paciente e os seus familiares devem compreender a doença, e estar cientes dos sintomas e dos fatores que os desencadeiam. O controle do estresse é importante. A atitude do paciente é um fator determinante na evolução da doença! Portanto, pode ser necessário um acompanhamento psicológico, individual ou em grupo.

A atividade física tem papel fundamental, tanto quanto ou até mais que os medicamentos. Deve-se praticar exercícios físicos de forma regular, geralmente aeróbicos, pelo menos 3 a 4 vezes por semana, de acordo com a orientação do seu médico reumatologista.

Os medicamentos utilizados são principalmente analgésicos comuns ou opióides (como paracetamol, dipirona, tramadol, etc),  relaxantes musculares (como ciclobenzaprina), neurolépticos (como gabapentina, pregabalina, etc), indutores do sono (como trazodona, zolpidem, etc) e antidepressivos e ansiolíticos (como fluoxetina, amitriptilina, duloxetina, etc). Os medicamentos e suas doses são individualizados, de acordo com os sintomas de cada paciente, e devem ser prescritos pelo médico reumatologista.

Deve-se ainda tratar as patologias concomitantes à fibromialgia, como depressão, transtorno de ansiedade e insônia, já que essas comorbidades influenciam nos sintomas da doença e no seu controle clínico. Esses pacientes não estão livres de desenvolver outras doenças do sistema musculoesquelético, como a artrite reumatóide. Por isso, é de fundamental importância manter seu acompanhamento regular.

Uma rede multiprofissional integrada pode ser necessária para o melhor cuidado do paciente com fibromialgia, agregando reumatologista, psiquiatra, psicólogo, fisioterapeuta, educador físico, entre outros.

Pacientes com fibromialgia não apresentam limitações para o trabalho em um primeiro momento, já que não há na literatura médica evidência que nos permita estabelecer relação direta de causa e efeito entre as diferentes modalidades de trabalho e o surgimento da doença. Portanto, cada paciente deve ser avaliado pelo seu médico reumatologista e outros especialistas, caso necessário, para a definição de incapacidade laboral e afastamento.

Texto: Ingrid Koehlert, médica reumatologista

1/08/2017

 

 


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