SBR - Nota técnica sobre a Febre Amarela

A Febre Amarela (FA) é uma doença viral, infecciosa, não-contagiosa, endêmica em regiões da África e da América do Sul. É transmitida pela picada de mosquitos transmissores infectados(1).

No Brasil, apresenta ocorrência endêmica, principalmente na região amazônica. Fora desta região, surtos podem ocorrer quando o vírus encontra um bolsão de susceptíveis, como confirmado em Ribeirão Preto2 e no Estado de Minas Gerais.

Geralmente, quem contrai o vírus da FA não chega a apresentar sintomas ou tem apresentação clínica oligosintomática. A doença geralmente possui curta duração (aproximadamente 12 dias). O quadro clínico típico é caracterizado por início súbito de febre alta, calafrios, cansaço, cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas, comprometimento do sensório e evolução para coma e morte. A maioria dos infectados recupera-se bem e adquire imunização permanente.

A medida mais importante para prevenção e controle da febre amarela é a vacinação. Por este motivo, o Ministério da Saúde alerta que toda a população que reside ou que se desloque para regiões silvestres, rurais ou de mata em áreas com recomendação de vacina (ACRV) deve imunizar-se.

Observação: Devido à natureza dinâmica dos dados epidemiológicos, locais que não figuram no mapa acima como ACRV, estão em alerta e realizando vacinação mais intensiva. Por esse motivo, é necessário examinar a situação epidemiológica atual da região antes da decisão sobre vacinação específica.

A vacina é obtida a partir da cepa atenuada 17D do vírus da febre amarela (3) e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Tem validade de 10 anos e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco. (Tabela 1)

A vacina é CONTRAINDICADA para:

  • Crianças com menos de 6 meses de idade.
  • Pacientes com imunossupressão de qualquer natureza, como:
  •           Pacientes infectados pelo HIV com a contagem de células CD4 <200 células/mm3ou menor de 15% do total de linfócitos, para crianças com menos de 6 anos de idade.
  •           Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores).
  •           Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
  •           Pacientes com imunodeficiência primária.
  •           Pacientes com neoplasia.

Obs: Nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração desta vacina deve ser condicionada a avaliação médica individual de risco-benefício e não deve ser realizada em caso de imunodepressão grave.

  • Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina).
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

Tabela 1: Orientações para a vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área

Fonte: portalsaude.saude.gov.br

 

 

 


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