Artrite reumatóide

O que é Artrite Reumatoide?

Artrite Reumatoide (AR) é uma forma de artrite crônica, progressiva, que pode atingir quase todas as juntas. Ela se manifesta por calor, inchaço, dor e rigidez, levando a danos nas cartilagens, ossos, tendões e ligamentos. Se não tratada pode evoluir com deformidade e perda dos movimentos. A doença comumente se inicia entre 30 a 60 anos. Dentre as pessoas com AR, as mulheres adoecem mais que os homens em uma relação de 3:1.

 

Como a AR difere das outras formas de artrite?

A AR é uma artrite erosiva que atinge principalmente os punhos, articulações dos dedos das mãos e pés. As outras articulações afetadas incluem cotovelos, ombros, pescoço, quadris, joelhos, tornozelos, com o costume de afetar os dois lados do corpo.

 

O que causa?

Os fatores que levam ao aparecimento da doença são desconhecidos. Infecções causadas por bactérias e vírus, alterações hormonais e fatores ambientais estão sendo estudados. Há uma predisposição genética e alguns genes já foram identificados. Sabe-se que na AR o sistema imunológico do corpo exerce um importante papel na inflamação e nos danos das articulações.

 

Quais são os sintomas?

  • Articulação inflamada: dor, vermelhidão, calor, inchaço.
  • Rigidez matinal: dificuldade ao movimentar-se principalmente pela manhã.
  • Manifestações gerais: perda de peso, anemia, alterações visuais, nódulos reumatoides (caroços em baixo da pele), cansaço, olho e boca secos, alterações pulmonares, neurológicas, de vasos sanguíneos.
  • Pode ocorrer a instalação de deformidades articulares, principalmente na doença já avançada.

 

Como diagnosticar a AR?

É necessário que o paciente passe por um exame médico rigoroso com o reumatologista para ser colhido um bom histórico sobre a doença. Comumente, ocorre elevação das provas laboratoriais que medem inflamação: VHS e PCR. Alterações radiológicas típicas, presença de fator reumatóide e anticorpo anti CCP são os testes mais específicos, mas nem sempre estão presentes. Por isso, a avaliação clínica pelo reumatologista é que define o diagnóstico, algumas vezes contando com o auxílio de exames de imagem como ultrassom e ressonância magnética.

 

Como é o tratamento?

Os medicamentos mais usados na AR são: imunossupressores e imunomodulares, analgésicos e mais recentemente foram disponibilizados no mercado as drogas biológicas que podem modificar a evolução da doença. O resultado do tratamento medicamentoso varia de pessoa para pessoa e não se baseia em um só medicamento. Os efeitos colaterais variam de acordo com cada medicação e cada organismo. O efeito visto em um paciente poderá não ser o mesmo em outro. É necessário usar somente a dose orientada pelo médico, seguindo horário e duração do tratamento prescrito.

O paciente não deve se automedicar e nem abandonar o tratamento. Mesmo que decida fazer tratamentos alternativos, orienta-se não deixar de fazer o tratamento da medicina tradicional alopata, pelos riscos de deformidades quando não tratada adequadamente nos primeiros anos de diagnósticos. É indispensável fazer o acompanhamento com o reumatologista.

Em certas situações, procedimentos cirúrgicos são necessários para a resolução de problemas mecânicos, como grandes desvios ósseos de tendões ou ligamentos e consequência de comprometimentos neurológicos, etc.

Além do tratamento medicamentoso, outros recursos são muito importantes no controle da dor, recuperação da função e prevenção de deformidades. Por isso, o paciente se beneficia de uma abordagem multidisciplinar envolvendo fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e psicólogo. Além disso, o apoio da família e dos amigos faz a diferença. Mas nada disso será suficiente sem a contribuição do paciente, que deverá buscar informações e sentir-se responsável pelo seu tratamento.

 

Tratamento não medicamentoso:

  • Informação e orientação ao paciente (grupos de apoio e educação).
  • Fisioterapia: está indicada desde o início do tratamento e englobará avaliação funcional detalhada, exercícios para manter os movimentos, alongamento e reforço muscular, confecção de órteses quando necessário.
  • Conservação de Energia e Proteção articular: medidas que permitem continuar as tarefas do dia a dia sem prejudicar as articulações e sem gastar muita energia (ver material educativo específico).
  • Atividade Física: os exercícios não estão proibidos. è preciso fazer uma avaliação com o médico antes de iniciar um programa de exercícios. Uma sugestão é praticar exercícios regulares em dias alternados, aumentando gradualmente suas atividades até atingir uma boa aptidão física. Também é indicado fazer alongamentos diariamente antes e após os exercícios de força.

Doença de Behçet. O que é?

Desde os antigos tempos, Hipócrates já descreveu a associação de úlceras orais, genitais e uveíte. Em 1937, Behçet nomeou a doença que hoje conhecemos por seu nome e apenas em 1985 os critérios para o diagnóstico foram estabelecidos.

Apesar de já conhecida há tanto tempo, a maioria dos indivíduos nunca ouviu falar na doença. A incidência no Brasil não foi estudada, e a maior taxa de ocorrência do Behçet acontece em homens (68%), na região da Turquia e países ao redor do mediterrâneo. Por aqui, é considerada uma doença rara e, como toda doença rara, muitas vezes é subdiagnosticada e pouco comentada fora dos meios médicos de comunicação.

Não existe um exame de sangue ou de imagem que confirme ou afaste a doença de Behçet. O diagnóstico é feito pelos achados no exame físico, pela história que o paciente conta, e por alterações nos exames de sangue que mostram a presença de inflamação.  O sintoma clássico e mais prevalente da síndrome é a presença de úlceras na cavidade oral e nos genitais, que aparecem repetidamente, muitas vezes mais de uma por vez, e que são muito dolorosas e podem deixar cicatrizes. Não podemos confundir com as aftas comuns, que geralmente são pequenas, únicas, aparecem esporadicamente, melhoram rápido e estão associadas ao consumo de frutas ácidas ou pequenos traumas bucais corriqueiros.

Além da presença das úlceras orais e genitais, outros sintomas comuns são: dores nas articulações, lesões de pele que parecem acne (espinhas) principalmente no tronco e dorso, inflamação nos olhos (uveíte – os sintomas parecem os os da conjuntivite) e fadiga. Em casos raros, a doença de Behçet pode assumir uma forma mais grave, com a presença de inflamação do sistema nervoso central (os sintomas são semelhantes a um AVC), inflamação dos vasos sanguíneos do tórax (aneurisma de artéria pulmonar), inflamação da aorta e tromboses de repetição.

A grande variação de sinais e sintomas pode ser explicada pelo conceito da doença, que é fundamentalmente uma vasculite. ”Vasculite” significa inflamação dos vasos sanguíneos. Vasos sanguíneos podem ser encontrados em todos os cantos do corpo humano, desde o cérebro, órgãos internos até os pequenos vasinhos da pele. Então a doença pode comprometer virtualmente qualquer área ou órgão do corpo, embora a maioria absoluta dos casos se enquadre no padrão que já conhecemos e que foi descrito anteriormente (já dizia um querido professor de patologia: “ na medicina e no amor, nem sempre e nem nunca”).

A causa da doença é desconhecida. Sabemos que existe um tipo de HLA tipo B51 (o HLA é um tipo de gene responsável pela nossa identidade imunológica) está associado à doença, mas esse gene é encontrado mais nos pacientes da Turquia e região mediterrânea, e no Brasil não nos ajuda muito. No entanto, ainda vale a pena solicitar esse exame (feito através de coleta de sangue).

O tratamento do paciente com doença de Behçet é definido de acordo com a gravidade do caso. Para pacientes com doença leve, aftas e lesões de pele sem comprometimento do sistema nervoso ou órgãos internos, geralmente usamos a colchicina, corticóides em baixas doses e analgésico tópico para as aftas.

Quando a doença é mais grave, é necessário o uso de corticoide em altas doses e imunossupressores para controlar a inflamação. No caso de doença oftalmológica (uveíte), além dos medicamentos orais usamos colírios específicos, e geralmente precisamos da ajuda de um bom oftalmologista. Nos casos mais refratários, usamos imunobiológicos anti-TNF alfa, que são anticorpos sintetizados em laboratório que conseguem bloquear o processo inflamatório que causa os sintomas. O tratamento com imunobiológicos é reservado para os casos mais graves ou que não responderam a outros medicamentos, já que tem altíssimo custo e não existem grandes estudos científicos que mostrem benefício – a prescrição é feita com base em casos de pacientes que receberam esses medicamentos e melhoraram os sintomas, publicados e relatados por especialistas de todo o mundo, porém ainda em quantidade insuficiente para garantir segurança de eficácia.

O resumo da ópera, então, é: aftas orais e genitais de repetição, dores articulares, Inflamação nos olhos, lesões que parecem acnes no tronco, história de trombose, aneurisma de grandes vasos e lesões de sistema nervoso central comprometendo o tronco encefálico -  devemos lembrar da quase sempre esquecida doença de Behçet.


Esclerodermia

O que é a Esclerodermia?

A Esclerodermia é uma doença do sistema imunológico que se manifesta inicialmente com alterações nas articulações. Algumas vezes, a doença afeta também os órgãos internos do organismo.

A doença é classificada como um distúrbio reumatológico, pois afeta os tecidos conectivos do corpo, causando o endurecimento da pele, que se torna espessa, lisa e sem elasticidade.

 

O que causa?

As causas da doença ainda são desconhecidas, mas em alguns casos pode estar associada à exposição de produtos químicos ou tóxicos. Fatores genéticos também podem influenciar no seu aparecimento.

 

Quais são os tipos de Esclerodermia e os sintomas?

Há duas formas de esclerodermia: a sistêmica e a localizada. A Esclerose Sistêmica afeta a pele e os órgãos internos do organismo, como os vasos sanguíneos, pulmões, coração e rins. A incidência da doença é mais comum em mulheres, embora não impeça que os homens também a desenvolvam. 

Já a forma localizada afeta apenas a pele e é mais comum em crianças. Na fase inicial, é comum aparecer um círculo avermelhado em torno das manchas ocasionadas pela doença. A tonalidade das manchas muda com o passar do tempo. Nos indivíduos de pele clara, a pele torna-se castanha e depois branca. Já nos de pele escura as manchas na pele tendem a escurecer.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico das duas formas de esclerodermia é feito por meio de achados clínicos e por meio de exames laboratoriais.

 

Qual é o tratamento?

A cura para a Esclerodermia Localizada ainda não foi descoberta, mas alguns medicamentos orais e tópicos podem alterar a progressão da doença. A fisioterapia também é importante para evitar o comprometimento dos movimentos e da força.

A Esclerose Sistêmica é tratada com medicamentos de uso interno, devido ao acometimento de alguns órgãos do corpo. Para os pacientes com lesões da face, a cirurgia plástica reparadora tem sido uma boa solução. O tratamento fisioterapêutico auxilia na manutenção de amplitude dos movimentos articulares e da força muscular, além de trabalhar a função cardiorrespiratória.


Espondilite Anquilosante

O que é a Espondilite Anquilosante?

A Espondilite Anquilosante é um tipo de inflamação que afeta os tecidos conectivos. A doença é caracterizada pela inflamação das articulações da coluna e de grandes articulações, como os quadris, ombros e outras regiões. Embora não exista cura para a doença, o tratamento precoce e adequado consegue tratar os sintomas e conter a progressão dela. A patologia costuma acometer principalmente os homens, com início dos sintomas até os 45 anos de idade.

 

O que causa?

As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas. Os fatores genéticos são os mais prováveis. Na maioria dos casos, os pacientes acometidos por esse mal apresentam um marcador genético denominado HLA B27. A doença não é contagiosa.

 

Quais são os sintomas?

Os sintomas da Espondilite Anquilosante começam habitualmente com dores na região lombar, após repouso prolongado, como por exemplo pela manhã, ao acordar, diminuindo de intensidade ao longo do dia. As dores aparecem, muitas vezes, nas nádegas e se alternam de um lado para o outro.

Os olhos também podem ser afetados. Os sintomas incluem inflamação, dor e vermelhidão ocular e sensibilidade à luz. Alguns pacientes podem apresentar, além dos sintomas já descritos, febre, falta de apetite e emagrecimento.

Após algum tempo, os ossos das vértebras da coluna crescem, formando pontes entre as vértebras, às vezes envolvendo completamente as juntas, impedindo os movimentos, causando a rigidez chamada de anquilose.

Como é feito o diagnóstico?

Para diagnosticar a Espondilite Anquilosante é preciso que o médico baseie-se no conjunto de sintomas do paciente e em radiografias da coluna e das juntas afetadas.

 

Qual é o tratamento?

Não existe cura para a Espondilite Anquilosante, mas há tratamento que alivia os sintomas e melhora o quadro clínico do paciente. Os medicamentos auxiliam o combate às dores e permitem que o doente consiga mais mobilidade da coluna e uma vida social normal.

Durante o tratamento são utilizados analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar as dores. A terapêutica requer também o auxílio da fisioterapia, correção da postura e a execução de exercícios físicos e respiratórios específicos, que devem ser adaptados a cada paciente. Mais recentemente, com o advento das medicações chamadas biológicas, o tratamento tem se tornado cada vez mais promissor. Quando as articulações periféricas estão inflamadas, pode-se lançar mão de um procedimento chamado infiltração articular, onde corticosteroides são injetados diretamente no local acometido, com boa resposta.

Nos raros casos de difícil controle, recomenda-se intervenção cirúrgica para restaurar os movimentos de juntas danificadas, como as do quadril, pescoço ou costas.


Febre reumática

O que é?

É uma doença que ocorre como manifestação tardia da faringoamigdalite pela bactéria estreptococo beta hemolitico do grupo A de lancefield. Mais comum em crianças e adolescentes com predisposição genética.

 

Quais são os sintomas?

Normalmente os sintomas se iniciam de 1 a 3 semanas após uma faringoamigdalite, que pode, em alguns casos, ter sido assintomatica. Pode acometer as articulações, coração, pele e sistema nervoso central.

 

Como é feito o diagnóstico?

 Para o diagnóstico correto, devem ser preenchidos critérios estabelecidos (critérios de Jones), com presença de 2 critérios maiores ou 1 maior e 2 menores, além de  comprovação de que houve infecção recente pelo estreptococo (cultura de orofaringe, aslo, antidnase b ou antihialuronidase positivo). Exceções aos critérios de Jones são: coréia de sydenham pura e cardite indolente (achada ao acaso no ecocardiograma). Na presença de artrite, a artralgia deve ser desconsiderada nos critérios menores.

 

 

 

Sinais maiores

Sinais menores

Cardite

Febre

Artrite

Artralgia (dor nas juntas)

Coréia

Alteração das provas inflamatórias

Nódulos Subcutâneos

Alteração no eletrocardiograma (aumento do intervalo PR)

Eritema Marginado

 

Obrigatório: Evidência de infecção estreptocócica prévia  (cultura de orofaringe positiva ou aumento de ASLO ou outro anticorpo anti-estreptocócico)

 

Como prevenir?

A prevençao desta patologia é simples, requerendo apenas que as amigdalites bacterianas sejam corretamente diagnosticadas e tratadas com antibioticoterapia adequada.

 

Como é o tratamento?

Após a doença estabelecida, o tratamento inclui antiinflamatorios para melhorar a febre e a artrite, corticoide para o acometimento cardiaco, haloperidol ou acido valproico no caso de coréia. Penicilina benzatina é mantida de 21 em 21 dias para prevenção de novos surtos, sendo o tempo de duração de seu uso dependente do acometimento cardíaco, conforme a tabela abaixo.

 

 

Categoria

Duração

FR sem cardite prévia

Até 21 anos ou 5 anos após o último surto (o que durar mais)

FR com cardite prévia, Insuficiência mitral leve residual ou resolução da lesão valvar

Até 25 anos ou 10 anos após o último surto (o que durar mais)

Lesão valvar residual moderada a severa

Até os 40 anos ou por toda a vida

Após cirurgia valvar

Por toda a vida

 

 

 

Alergias à penicilina benzatina são raras. Segundo a portaria nº 3.161, de 27 de dezembro de 2011, do ministério da saúde, todas as unidades básicas de saúde são obrigadas a aplicar a medicação e devem estar preparadas no manejo de possíveis efeitos adversos, embora esses sejam bastante raros. A dose da penicilina varia de acordo com o peso, sendo 600.000 ui para os menores de 20 kg e 1.200.000 ui para os maiores de 20 kg.


Fibromialgia

O que é Fibromialgia?

A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa generalizada. Há presença de dores musculares, cansaço, alteração de humor e sono. Embora se manifeste como uma doença articular, não causa deformidade nas juntas (articulações). Não prejudica a função com o passar do tempo, nem com a idade, e também não ataca órgãos internos. Por não causar invalidez, é possível trabalhar, mas afeta a qualidade de vida e o convívio social, podendo piorar caso não seja feito o tratamento adequado.

 

O que causa?

A causa ainda é desconhecida, ou seja, não há um agente causador. Existem aspectos que influenciam no aparecimento e intensidade dos sintomas como o esforço físico excessivo ou sedentarismo, hiperflexibilidade, problemas psicológicos, ansiedade e depressão, infecções e doenças inflamatórias, variações climáticas e distúrbios do sono.

 

O que você pode sentir?

Existem sintomas e sinais que são comuns na Fibromialgia, mas os pacientes são diferentes e não apresentam todas e nem as mesmas sensações que os outros. Os pacientes podem sentir maior sensibilidade para dor, cansaço e/ou fadiga constantes, formigamento, fisgadas, sensação de mãos inchadas e endurecidas, perturbação do sono, dor de cabeça, tontura, vertigem, alterações do humor, ansiedade e/ou depressão, sensação de boca e olhos secos, diminuição da memória e concentração, dor na barriga, prisão de ventre ou diarreia ao ficar nervoso.

 

O sono: qual é a sua importância?

O sono é um fator muito importante para se manter a saúde física e mental. Ele pode ser prejudicado por estresse, atividade e posturas incorretas, preocupações, doenças físicas e sedentarismo. Portanto, evite entrar nesse ciclo vicioso. Na Fibromialgia, o sono é muito prejudicado e o paciente costuma acordar ainda cansado após uma noite de sono. Portanto, siga estas dicas de como dormir melhor:

- Ter horários regulares para dormir e acordar.

- Procure um local tranquilo para dormir.

- Antes de dormir não leia, estude, coma, escreva ou assista TV.

- Evite filmes e livros com assuntos estimulantes.

- Observe hábitos como nível de sons, luminosidade e temperatura.

- Evite exercícios intensos duas horas antes de dormir.

- Não durma com fome ou com barriga muito cheia.

- Evite chá preto, chá mate, café, coca-cola ou fumo.

- Siga corretamente os horários e doses dos medicamentos.

 

Como diagnosticar a Fibromialgia?

Esta é uma doença diagnosticada apenas clinicamente. Assim, é o médico que define este diagnóstico após entrevistar e examinar o paciente, e excluir outras causas de dor difusa. Por isso, é importante procurar um especialista, o reumatologista.

O sintoma mais importante para suspeitar de Fibromialgia é a dor difusa (por todo o corpo). Não existem exames específicos laboratoriais ou radiológicos. Como os sintomas da doença são generalizados, inespecíficos e semelhantes ao de outras alterações físicas, muitas pessoas se submetem a exames complicados e repetidos antes de identificar que têm Fibromialgia.

 

Qual é o tratamento?

Não existe cura para a fibromialgia. O tratamento busca o alivio dos sintomas e melhora da qualidade de vida, através de medicamentos analgésicos, antidepressivos e relaxantes musculares, de atividade física aeróbica, de medidas comportamentais como psicoterapia, terapia cognitivo-comportamental, além de técnicas de manipulação de ponto gatilho e acupuntura, com profissionais habilitados e familiarizados com o tratamento de dor crônica.

O uso de antiinflamatórios e corticoides não é indicado nessa doença, pois não é efetivo. Geralmente a melhora com medicamentos vem após um mês de uso, mas os efeitos colaterais podem surgir no primeiro dia e tendem a diminuir após 15 dias. Usando somente medicação, a melhora é parcial e temporária. O resultado do tratamento medicamentoso varia de pessoa para pessoa e não se baseia em um só medicamento.

 

O que é dor miofascial?  

É uma dor regional muscular e tendínea que pode estar associada com rigidez, fraqueza e dificuldade de movimento. É a causa mais frequente de dores nas costas e pescoço e pode estar relacionada com dor orofacial e cefaleias tensionais. Essa síndrome se superpõe em muitos aspectos com a Fibromialgia, inclusive é comum estarem associadas, uma vez que possuem mecanismos e causas semelhantes.


Gota

O que é a Gota?

A Gota é uma doença inflamatória causada pelo acúmulo de ácido úrico nas articulações. A doença está fortemente associada com obesidade, alterações do colesterol, diabetes e insuficiência renal, atingindo, principalmente, o sexo masculino.

 

O que causa?

A produção excessiva de ácido úrico no sangue ou a eliminação deficiente dessa substância são as principais causas da Gota. A doença não é contagiosa, mas é hereditária, podendo ser passada pelas gerações de uma mesma família. Vale lembrar que nem todas as pessoas que apresentam taxa de ácido úrico elevada (hiperucemia) desenvolvem a doença.

Os homens entre 40 e 50 anos são os mais atingidos. O consumo excessivo de álcool é outro fator importante no aparecimento da doença, pois pode provocar acúmulo do ácido úrico nos rins e quando isso ocorre, a doença geralmente está em estágio mais avançado. Alguns tipos de alimentos, ricos em purina, como feijão, tomate, carnes, entre outros, também podem contribuir para elevar a taxa de ácido úrico no organismo.

Raramente, as mulheres são acometidas pela doença. Quando ocorre, é apresentada antes da menopausa e em mulheres com mais de 60 anos.

 

Quais são os sintomas?

Inflamação das articulações que causam dor e inchaço, principalmente nas articulações do dedão, tornozelos e joelhos. A gota é caracterizada, inicialmente, por ataques recorrentes de artrite aguda, provocados pela precipitação, nos espaços articulares, de cristais de ácido úrico. As dores são intensas e aparecem, normalmente, durante a madrugada.

Além da dor na articulação, o paciente também pode apresentar rubor (vermelhidão), inflamação com presença de calor e inchaço. Também pode haver formação de cálculos que produzem cólicas renais e depósitos de cristais de ácido úrico debaixo da pele, formando protuberâncias localizadas nos dedos, cotovelos, joelhos, pés e orelhas.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da Gota é feito por meio da história clínica do paciente e complementados com exames laboratoriais que identificam os níveis elevados de ácido úrico no sangue. Outros exames podem ser solicitados como radiografias das articulações, dosagem de ácido úrico na urina e pesquisa de cristais do liquido retirado de dentro da articulação.

 

Qual é o tratamento?

A Gota não tem cura, mas seu tratamento possibilita diminuir a dor e inflamação nas crises agudas, garantindo mais qualidade de vida ao paciente. O controle ou a diminuição do ácido úrico no sangue é outro fator importante. Para isso, é necessário que o paciente evite certos alimentos e inicie uma dieta balanceada, com menor quantidade de proteínas.

A ingestão de líquidos em grande quantidade é importante para ajudar a eliminar cristais de ácido úrico do organismo e prevenir a formação de cálculos. O paciente também deve evitar o consumo de bebida alcoólica.

A crise aguda de gota pode ser controlada com o uso de colchicina, anti-inflamatórios ou na associação de ambos, com alívio em geral após 2 horas da dose inicial. A medicação deve seguir orientação médica e requer cautela para pacientes com quadro de insuficiência renal, hipertensão, ulceração péptica ou gastrite. Em alguns casos, pode ser feita infiltração intraarticular com corticoides ou corticóide oral. Quando há complicações na função articular, pode ser recomendada intervenção cirúrgica para retirada de tofos.

Com o tratamento, os sintomas da doença podem levar algumas semanas. O paciente que não se trata pode ter suas articulações deformadas e ainda apresentar depósitos de cristais de monourato de sódio em cartilagens, tendões e articulações, conhecidos como tofos.

É interessante praticar uma atividade física global, pois as articulações não podem enrijecer e diminuir a força ou a capacidade funcional. A fisioterapia pode ser indicada individualmente e na modalidade de preferência do paciente, dependendo da situação física apresentada.

 

Dicas importantes:

- Evitar o consumo de frutos do mar, sardinha, miúdos (rim e fígado), excesso de carne vermelha e pele de aves quando os níveis de ácido úrico estiverem altos, pois isso pode desencadear uma crise. Durante o tratamento, esses alimentos podem ser ingeridos sem exagero.

- Consumir bebida alcoólicacom moderação, pois o uso excessivo altera os níveis de ácido úrico no organismo. Principalmente o uso de bebidas fermentadas como cerveja que devem ser evitadas.

- Evitar uma dieta hipercalórica, pois, além de levar à obesidade, um dos fatores de risco aos portadores de Gota, esse excesso de peso sobrecarrega as articulações inflamadas.

- Aconselha-se aumentar a ingestão hídrica, ou seja, o paciente deve beber muita água.

- Procurar o tratamento e o acompanhamento médico adequado caso haja doenças associadas como hipertensão arterial, diabetes, entre outras.


Lúpus Eritematoso Sistêmico

O que é Lúpus?

Lúpus é uma doença inflamatória crônica que afeta várias partes do corpo, especialmente a pele, as articulações (juntas), o sangue e os rins. Há períodos de regressão completa dos sintomas e períodos de atividade da doença. É de origem autoimune, quando as células responsáveis pela defesa orgânica contra os agentes externos, como bactérias, vírus e fungos, passam a agredir as nossas próprias células sadias.

 

O que causa?

A causa do Lúpus ainda é desconhecida. Os pesquisadores acreditam em predisposição genética, mas o que se sabe é que fatores ambientais também pode ser o “gatilho” para a doença: infecções, luz ultravioleta, estresse, hormônios e certos medicamentos.

O Lúpus é mais comum em mulheres, e fatores hormonais podem explicar este fato. Mas homens e crianças também podem apresentar a doença.

 

Quais são os sintomas?

Embora o Lupus possa afetar várias partes do corpo, a maioria dos pacientes apresenta sintomas em poucos órgãos e eles diferem de pessoa para pessoa. Os sintomas são variados, sendo eles:

  • Dor nas articulações (artralgia) e/ou articulação inflamada.
  • Fadiga, cansaço, fraqueza muscular, dormência, formigamento e febre.
  • Manchas na pele em áreas expostas, que pioram com o sol.
  • Anemia, outras alterações no sangue ou nos vasos sanguíneos.
  • Os dedos ficam brancos ou muito arroxeados no frio.
  • Sensibilidade ao sol ou à luz.
  • Queda de cabelo e feridas na boca que podem ser indolores.

 

Como diagnosticar o Lupus?

Devido aos sintomas do Lupus serem similares aos de outras doenças, é necessário que o paciente passe por um exame médico rigoroso com o reumatologista para ser colhido um bom histórico sobre a doença. Inicialmente são feitos vários exames e testes laboratoriais. O FAN (anticorpos antinucleares) é o primeiro exame a ser solicitado, pois é positivo em mais de 95% dos casos. No entanto, este exame não é específico e pode ser positivo em outros reumatismos, inclusive em pessoas normais.

 

A mulher com Lupus pode engravidar? 

De modo geral não existe restrição absoluta para a gravidez, a menos que a mulher tenha envolvimento grave de algum órgão nobre (sistema nervoso, rins, coração e pulmão), o que pode oferecer risco para a mãe. Existe um maior risco de piora da doença nas primeiras 3 a 4 semanas de gravidez. A gravidez deverá ser planejada com a participação do reumatologista, para que a doença esteja sem atividade no momento da fecundação e os remédios sejam monitorados, pois alguns deles podem causar danos ao feto.

 

Como é o tratamento?

Varia de acordo com a gravidade e órgãos acometidos. O médico poderá recomendar o uso de mais um medicamento ao mesmo tempo, cada um podendo ter um propósito diferente. Alguns desses medicamentos agem no sistema imunológico e podem apresentar efeitos colaterais. É importante usar somente a dose orientada pelo médico, seguindo horário e duração do tratamento prescrito. O paciente não deve interromper os remédios por conta própria. Os medicamentos mais usados no Lúpus são os imunossupressores, glicocorticóides e, mais recentemente, a terapia biológica e o transplante de medula óssea.

Além do tratamento com remédios, a reabilitação e exercícios físicos podem melhorar a qualidade de vida. Uma sugestão é praticar exercícios regulares em dias alternados, aumentando gradualmente as atividades até atingir uma boa aptidão física.

Fazer alongamentos, diariamente, antes e após os exercícios aeróbios é uma boa medida. O paciente pode consultar um fisioterapeuta para ajudar a estabelecer um programa personalizado e específico para melhorar sua postura, força muscular, flexibilidade e aptidão física.

O uso do filtro solar também é muito importante. Mesmo em dias nublados é necessário proteger a pele dos raios solares para evitar a hipersensibilidade e as manchas na pele, causadas pelo Lúpus.


Ler/Dort

O que é Ler/Dort?

As Lesões por Esforços Repetitivos (Ler) ou Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho (Dort) são doenças que se caracterizam pelo desgaste das estruturas do sistema músculo-esquelético.

 

A Ler/Dort é considerada um conjunto de síndromes que ataca os nervos, músculos e tendões, especialmente dos membros superiores e do pescoço. São síndromes degenerativas e cumulativas e sempre acompanhadas de dor ou incômodo, ocasionadas por atividade ocupacional intensa. 

 

O que causa?

As causas da Ler/Dort estão diretamente ligadas à utilização excessiva do sistema músculo-esquelético. Alguns fatores de risco são tidos como as principais causas das Ler/Dort, todos relacionados ao trabalho. Os fatores incluem atividades que envolvem movimentos repetitivos, ausência de período de pausa e descanso, manutenção de posturas inadequadas por tempo prolongado, esforço físico, riscos psicossociais e riscos ambientais, ritmo muito acelerado para cumprimento de metas, jornadas excessivas de trabalho, entre outros.

 

As lesões mais comuns da Ler/Dort são as neuro-ortopédicas, como as tendinites, sinovites e síndrome do túnel do carpo, que é a inflamação do nervo na região do punho.

 

Quais são os sintomas?

Dentre os sintomas das Ler/Dort, os mais frequentes são dor localizada, irradiada ou generalizada; desconforto, fadiga, sensação de peso, formigamento, dormência, sensação de diminuição de força, inchaço, enrijecimento muscular, choques nos membros e falta de firmeza nas mãos.

 

Os sintomas surgem lentamente e, com o tempo, acabam afetando a qualidade de vida do trabalhador. Nos casos considerados crônicos e graves o paciente também pode apresentar sudorese excessiva nas mãos e sensação de dor como resposta a estímulos não nocivos em pele normal.

 

Como é feito o diagnóstico?

Para realizar o diagnóstico o médico deverá buscar informações com o paciente por meio de uma história clínica detalhada. É preciso saber quais são os comportamentos e hábitos do paciente, qual ramo de atividade ele exerce e se há histórico da doença na família. É preciso realizar também um exame físico detalhado e, em alguns casos, exames complementares, como radiografias, exames laboratoriais e ressonâncias magnéticas, para identificar as lesões. 

 

Qual é o tratamento?

O tratamento da Ler/Dort é realizado de acordo com o diagnóstico apresentado ao paciente e pode incluir uma série de procedimentos. Os exercícios físicos aeróbicos e de alongamento são muito benéficos.  Outro recurso importante é a fisioterapia, utilizada na redução da dor e na recuperação da função e dos movimentos do membro afetado pela doença. O uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos e até antidepressivos são utilizados em casos de dores crônicas. Intervenções cirúrgicas também podem ser indicadas para casos associados à má formação e deformidades ósteo-musculares irreversíveis.

 

Prevenção da Ler/Dort

Adotar medidas preventivas é a melhor saída para quem não quer ser alvo da Ler/Dort. Algumas atitudes e adaptações nos momentos de lazer e, principalmente, no local de trabalho podem contribuir para um melhor funcionamento do sistema músculo-esquelético.

 

Confira algumas atitudes recomendadas para evitar a doença:

- Fazer pausas obrigatórias de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, evitando ultrapassar 6 horas de trabalho diário de digitação.

- Promover um revezamento nas tarefas, evitando que se repita excessivamente o mesmo movimento.

- Adotar sempre uma postura correta, seja no trabalho e em casa.

- Levantar-se de tempos em tempos, andar um pouco e fazer movimentos contrários àqueles da tarefa.

- Orientar-se quanto à ergonomia correta de mobiliários e equipamentos.

- Diante dos sintomas de dor ou formigamento nos membros superiores, a indicação é procurar um médico.


Lombalgia

O que é Lombalgia?

Conhecida popularmente como “dor nas costas”, a lombalgia pode comprometer as estruturas da coluna vertebral, vértebras, músculos, ligamentos e nervos, responsáveis pelo equilíbrio e sustentação do corpo. Normalmente, as dores ocorrem na região lombar inferior que se irradiam para as nádegas e pernas.  O problema é muito comum e pode causar dor aguda ou crônica.

 

O que causa a Lombalgia?

Inúmeras são as causas para o problema. Pessoas que fazem esforços repetitivos, que tenham sofrido algum trauma na região lombar, a prática de exercício físico de maneira inadequada, a má postura, a obesidade e até a degeneração das estruturas da coluna são algumas das causas de manifestação da doença.

 

Quais os sintomas?

A dor lombar é o sintoma mais comum da Lombalgia. A localização da dor corresponde à região mais inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura. A intensidade do sintoma aumenta progressivamente e pode agravar a mobilidade da coluna vertebral. As dores podem desaparecer e retornar após algum tempo.

 

Como é feito o diagnóstico?

Para o diagnóstico da Lombalgia é necessário que um médico investigue a causa da dor, o que exige a realização de uma história clínica e exames físicos. Em alguns casos, podem ser solicitadas tomografias, radiografias ou ressonâncias magnéticas da região lombar a fim de avaliar as estruturas ósseas, musculares, cartilaginosas e nervosas.

 

Qual é o tratamento?

A preocupação inicial do tratamento é aliviar a dor do paciente que, na maioria dos casos, é tratado em casa. Várias medicações podem ser usadas, como o uso de remédios indicados para dor e inflamação, como analgésicos, anti-inflamatórios, miorrelaxantes, corticoides e opioides.

Em alguns casos, a fisioterapia pode ajudar a fortalecer os músculos da região lombar e abdominal, melhorando a postura. Outras intervenções incluem caminhada, acupuntura, terapia cognitivo-comportamental e infiltração.                        

É preciso também que o paciente se adéque a algumas mudanças de comportamento. Evitar os vícios posturais e praticar exercícios físicos de forma correta e equilibrada são alguns dos fatores que garantirão mais qualidade de vida ao paciente.


Osteoartrose

O que é?

A Osteoartrose é uma doença articular degenerativa, também denominada como Osteoartrite, que se caracteriza por dor, rigidez e perda da mobilidade. O problema se inicia com alteração e perda da cartilagem articular, que leva degeneração local e dor, afetando principalmentejoelhos, quadris, mãos e coluna vertebral.

Algumas vezes, apenas uma única articulação (junta) é comprometida, mas em outras situações, poucas ou muitas delas são afetadas ao mesmo tempo e com intensidades diferentes.

 

O que causa?

Os fatores de risco para o desenvolvimento da Osteoartrose são muitos. Entre eles estão os relacionados à hereditariedade, à obesidade, às disfunções hormonais, à hipermobilidade, à patologia das articulações, aos traumas e, até, ao uso repetitivo das articulações. 

 

Quais são os sintomas?

A Osteoartrose pode provocar dores, sensações de rigidez, inchaço e até mesmo ocasionar limitações funcionais ao paciente. Os sintomas da doença são apresentados, normalmente, com o aparecimento de dor intermitente, que aparece e desaparece na articulação atingida.  Dor noturna, perda de movimentos e dor relacionada aos exercícios físicos são outros sintomas aparentes.

Nos casos mais avançados, pode haver grande destruição das estruturas articulares, causando deformidades e perda de função. A rotina do paciente passa a ficar muito complicada, pois interfere em habilidades como vestir-se, caminhar e subir e descer escadas.

 

Como é feito o diagnóstico?

A suspeita clínica é feita pela história e pelo exame físico do paciente. O diagnóstico tem por base alterações radiográficas de pacientes com queixas de dor articular, geralmente mecânica; com rigidez e, quase sempre, com um grau maior ou menor de limitação da mobilidade e da função da articulação. A confirmação da suspeita diagnóstica é feita com exames de imagem.

 

Qual é o tratamento?

O tratamento da doença interfere de forma significativa na qualidade de vida do paciente. Os tratamentos disponíveis aliviam os sintomas da doença e preservam a função articular. Medidas simples como a redução de atividades físicas que produzem impactos e a utilização de medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios são indicados. Para casos extremos, pode ser recomendada intervenção cirúrgica.

Em pacientes com osteoartritee obesidade, o médico deve incentivar a perda de peso para manter a mobilidade da articulação afetada. O controle do peso é fundamental para evitar a evolução para perda da articulação e possível colocação de prótese articular. A fisioterapia é outro recurso utilizado. Normalmente, os exercícios de baixo impacto são os mais indicados como, por exemplo, a hidroginástica ou a hidroterapia. Também podem ser prescritos alongamentos e fortalecimento muscular específico para evitar posturas deformantes e manter a boa função osteo-muscular, além de reduzir a dor. Se necessário, o uso de bengala para caminhar pode ser recomendado.

Em casos mais avançados da doença, o tratamento cirúrgico pode ser recomendado com o objetivo de preservar ou restaurar a superfície da cartilagem articular, realinhar as articulações ou substituí-las por próteses.


Osteoporose

O que é Osteoporose?

A Osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo na qual há perda de massa óssea, isto é, diminuição da densidade do osso, ficando mais fraco e susceptível a fratura. A perda óssea é uma consequência do envelhecimento, sendo responsável por uma alta taxa de fraturas, quedas e morbidade. A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 15% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose, ao longo da vida. No Brasil, uma em cada cinco mulheres acima dos 50 anos está sendo vítima de fraturas vertebrais, no fêmur ou no punho.

 

O que causa?

A Osteoporose pode ser primária ou secundária. A Osteoporose Primária é caracterizada por predisposição genética. A Secundária é quando decorre de doenças como as gastrointestinais, reumáticas, renais, pulmonares, endócrinas, intolerância à lactose, uso de certos medicamentos e imobilização prolongada. A inatividade e sedentarismo levam à piora da Osteoporose e aumenta mais os riscos de quedas e novas fraturas.

 

Quais são os sintomas? 

A Osteoporose é assintomática. Queixas de dor são geralmente associadas às fraturas. Deve-se pensar em osteoporose nas pessoas com baixa ingestão de cálcio, com história familiar, alterações nas radiografias e fatores de risco como ter doenças crônicas e uso de medicamentos que diminuem a massa óssea.

 

Como diagnosticar a Osteoporose?

O exame que diagnostica a Osteoporose é a densitometria óssea. Este exame é indolor e de rápida execução. Deve ser realizado nos indivíduos com história familiar de Osteoporose e/ou com alterações sugestivas de perda de massa óssea já presentes na radiografia. A radiografia nem sempre está alterada e só mostra perda de densidade óssea nos casos mais avançados.

 

Tratamento

É durante a infância e principalmente na adolescência que se previne a osteoporose da menopausa e da terceira idade. Deve-se estimular a ingestão de grande quantidade de leite e derivados (cálcio e vitamina D), verduras (couve, brócolis e espinafre) e laranja. Alguns legumes, peixes, sementes e nozes também podem ser opções. Deve evitar os fatores de risco como álcool, fumo e o excesso de café e de refrigerantes. E é sugerido se expor ao sol da manhã, regularmente.

Uma vez diagnosticada a Osteoporose, o tratamento deve ser iniciado. As principais medidas podem ser preventivas e de mudança de hábitos:

- Eliminação de fatores de risco como álcool, fumo e sedentarismo.

- Exposição ao sol (expor a superfície dos braços e pernas por 30 minutos, diariamente).

- Ingestão de leite e derivados.

- Uso de cálcio e vitamina D.

- Uso de outras drogas que vão interferir na reabsorção ou formação de massa óssea.

- Exercícios físicos para força muscular e treino de equilíbrio.

 

Cuidado para não cair

Os pacientes com Osteoporose têm maior risco de fratura. Portanto, prevenir e ter atenção para não cair é o ponto principal. Algumas dicas:

  • Não deixe fios de telefone e televisão expostos.
  • Não deixe animais soltos pela casa.
  • Use chinelos e sapatos confortáveis, com solado antiderrapante.
  • Sentar sempre para amarrar os cordões dos sapatos.
  • Use piso antiderrapante na cozinha e banheiro, tenha um banco de plástico dentro do box para lavar os pés sentados e ducha móvel. 
  • Não use tapetes e pisos escorregadios em casa.
  • Instale o interruptor da luz próximo à cama.
  • É comum sentir tontura ao levantar-se rápido, portanto tome cuidado!
  • As estantes devem estar bem presas na parede e no chão, pois podem servir de ponto de apoio se a pessoa escorregar.
  • Não ande em locais pouco iluminados e com o chão molhado.
  • O caminho entre seu quarto e o banheiro deve ser muito bem iluminado.
  • Uma boa visão é fundamental, portanto visite seu oftalmologista.
  • A altura da cama não deve ser baixa, assim como as poltronas e sofás.
  • Providencie corrimão e barras de apoios próximos à cama e no banheiro.
  • Se necessário, use bengala para auxiliar o caminhar.
  • Não esqueça: as quedas são mais frequentes à noite e dentro de casa.

Polimiosite / Dermatomiosite

O que é?

A Polimiosite é uma doença inflamatória que afeta o sistema muscular. A inflamação é dolorosa e degenera os músculos. A Dermatomiosite é a Polimiosite acompanhada pela inflamação cutânea. Essas doenças acarretam fraqueza e deterioração muscular. As mulheres têm mais predisposição à doença, mas homens e crianças também podem desenvolvê-la.

 

O que causa?

As causas da Poliomiosite ainda são desconhecidas, mas muitas manifestações estão relacionadas a agentes virais ou reações autoimunes. O câncer também pode desencadear a doença.

 

Quais são os sintomas?

Os sintomas da Polimiosite podem ter início durante um quadro infeccioso e surgem por meio de manifestações como dor e fraqueza muscular, erupção cutânea, dificuldade de deglutir, febre, fadiga e perda de peso.

A fraqueza muscular pode apresentar um início lento ou abrupto e pode piorar ao longo de semanas ou meses. Muitos pacientes podem ter dificuldades para levantar os braços ou até mesmo andar. A fraqueza nos ombros ou nos quadris pode confinar o doente a uma cadeira de rodas ou ao leito.

Em alguns quadros, os acometidos pela Poliomiosite podem apresentar lesão muscular na porção superior do esôfago, o que causa dificuldades em se alimentar. O indivíduo com úlcera gástrica ou intestinal hemorrágica pode evacuar fezes com sangue ou pretas. Isso ocorre com mais frequência em crianças. Em casos de Dermatomiosite, as erupções cutâneas tendem a ocorrer no mesmo momento que a fraqueza muscular e outros sintomas.

 

Como é feito o diagnóstico?

Para diagnosticar a doença é preciso analisar a história clínica do paciente. São realizadas análises de sangue, biopsia muscular, eletroneuromiografia e exames de imagem.

 

Qual é o tratamento?

A doença é tratada com medicamentos corticosteróides e imunossupressores. Quando se alcança uma melhora da força muscular, a dose do corticóide vai sendo lentamente reduzida.

O cuidado com a pele é essencial nessa doença e recomenda-se uso de protetor solar eevitar exposição direta ao sol.

A fisioterapia pode ajudar a manter e desenvolver a força e a flexibilidade dos músculos, desde que sob orientação médica. Sob supervisão, podem ser realizados exercícios respiratórios e de fortalecimento leve, passando para moderado quando fora da crise aguda.


Psoríase

O que é a Psoríase?

A Psoríase é uma doença inflamatória da pele, crônica e não contagiosa. Está relacionada com fatores genéticos, sendo hereditariamente transmissível. É caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas que aparecem em várias partes do corpo. Não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados.

A doença costuma se manifestar entre 20 e 40 anos de idade, podendo, no entanto, surgir em qualquer fase da vida e com grande frequência em pessoas de pele branca.

O que causa?

As causas da Psoríase ainda não estão totalmente esclarecidas. Porém, fatores, como a predisposição genética podem estar diretamente ligados ao surgimento da doença. Além disso, existem motivos que podem desencadear ou agravá-la, como estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções de garganta, baixa umidade do ar e uso de alguns medicamentos.

 

Quais são os sintomas?

Os sintomas da Psoríase são apresentados de diversas formas. As manifestações na pele aparecem em placas vermelhas e descamativas rugosas, recobertas por escamas de cor branca, com contornos bem definidos, ovais ou circulares.

As placas são localizadas, normalmente, nos cotovelos, nos joelhos, nas articulações, nas costas, mas também no couro cabeludo e nas unhas. Em casos mais graves, as lesões podem atingir o corpo todo.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico baseia-se na história clínica e análise das lesões apresentadas na pele do paciente. É realizado também raspagem das lesões para análise microscópica de biópsia e exames laboratoriais. Esses exames também evitam que a doença seja confundida com outras enfermidades de sintomas semelhantes, como dermatite, eczema e linfoma.

 

Qual é o tratamento?

O tratamento da Psoríase inclui aplicação de cremes na região afetada que ajuda a reduzir o inchaço causado pelas lesões, como xampus, loções, géis e sprays à base de corticosteroides, coaltar, antralina, calcipotriol, tazaroteno e piritionato de zinco. Alguns recursos como a fototerapia ou o laser podem ser associados ao tratamento em casos de lesões localizadas resistentes. O tratamento deve ser realizado sempre com supervisão médica.

Mesmo não tendo cura, a Psoríase pode ser controlada. O uso diário de hidratantes e de substâncias que ajudam a manter a pele com menos escamas pode ajudar a prevenir a aparição dos sintomas.


Síndrome de Sjögren

O que é Sjögren?

A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune, que se manifesta quando as células responsáveis pela defesa do organismo atacam as glândulas exócrinas (principalmente lacrimais e salivares), provocando secura nos olhos e na boca.

 

O que causa?

As manifestações da Síndrome de Sjögren são causadas por algumas células brancas que se infiltram principalmente nas glândulas lacrimais e salivares, produzindo um processo inflamatório que impede suas funções normais. 

A Síndrome de Sjögren geralmente está associada a outras doenças. Por isso algumas manifestações podem ser provocadas por doenças associadas, como o Lúpus Eritematoso Sistêmico e Artrite Reumatoide.

A influência de fatores genéticos também contribui para a aparição da doença, que atinge, principalmente, o sexo feminino após os 50 anos. Também há outros fatores como agentes infecciosos, causados por vírus. 

 

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas estão ligados a problemas nas glândulas lacrimais, salivares, sistema nervoso, sistema digestivo, entre outros.

A secura nos olhos e na boca são os principais sintomas. Alguns pacientes também podem apresentar secura na pele, nariz e vagina, sensação de fadiga, artralgias e artrites.

A doença também pode atingir outros órgãos, como os rins, os pulmões, o fígado, o pâncreas e o cérebro.

 

Como é feito o diagnóstico?

Para obter o diagnóstico da Síndrome de Sjögren o paciente deve fazer exames laboratoriais, radiológicos e, em alguns casos, biópsia das glândulas salivares. A avaliação conjunta do oftalmologista auxilia nessa fase.

 

Qual é o tratamento?

Ainda não existe cura para a doença, mas o tratamento pode melhorar bastante os sintomas. Para os pacientes que apresentam olhos secos, os médicos podem prescrever as soluções de lágrimas artificiais e os substitutos de saliva para ajudar a manter os olhos e bocas lubrificados.

Para pacientes com dor nas articulações podem ser prescritos medicamentos para tratar a artrite. Para aqueles com inflamação crônica e grave, um corticosteroide, imunossupressores e anti-inflamatórios podem ser receitados. Acompanhamento com dentista e oftalmologista propiciam melhor condução da secura oral e ocular, evitando a ceratite e lesões da córnea, assim como carie e perdas dentárias.

O tipo do tratamento para a Síndrome de Sjögren vai depender dos sintomas e da gravidade da doença. A fisioterapia também pode ser indicada em casos de dores, fraqueza muscular e para evitar a redução do grau de movimentos articulares.


Síndrome do antifosfolipídeo

O que é?

A Síndrome Anti-fosfolípide ou Síndrome do Anticorpo Anti-Fosfolípide (SAAF) constitui um distúrbio auto-imune na coagulação do sangue que causa trombose (coagulação anormal) em artérias e veias, além de complicações na gravidez (abortos repetitivos, pressão alta e prematuridade do bebê). Pode ser do tipo SAAF primária, quando se apresenta de forma isolada, ou SAAF secundária, quando associada a outras doenças auto-imunes.

Como é o diagnóstico?

 Para a realização do diagnóstico correto é necessário que haja pelo menos uma manifestação clínica de trombose ou de complicações relacionadas à gravidez associados à presença dos auto-anticorpos detectados no sangue através de exames laboratoriais. Somente a presença dos anticorpos no sangue, sem as manifestações clínicas de trombose ou complicações relacionadas à gravidez não constituem a "SAAF".

Quais são os sintomas?

A trombose de membros inferiores é a de localização mais comum, porém pode se apresentar também na forma derrame cerebral ou abortos de repetição.

O que é a SAAF Catastrófica?

A SAAF catastrófica é uma forma muito rara e grave em que ocorrem múltiplas tromboses difusas em vasos pequenos, podendo evoluir para a disfunção de múltiplos órgãos.

Como é o tratamento?

O objetivo do tratamento é o de evitar novos episódios de tromboses, através de inibidores da ativação plaquetária e/ou anti-coagulantes. O controle do uso do anti-coagulante é feito através de um exame laboratorial chamado INR. O tabagismo e o uso de medicamentos que contém estrogênio estão contra-indicados.


Vasculites

O que são as Vasculites?

A Vasculite é uma inflamação da parede do vaso sanguíneo, que ocorre devido ao depósito de anticorpos ou complexos-imunes. Com a inflamação, a passagem de sangue nas veias e artérias pode ficar comprometida, causando estenose, oclusão, formação de aneurismas e até hemorragias. Algumas formas de Vasculites podem comprometer órgãos internos do organismo.

 

O que causa?

As Vasculites podem ser causadas por vários fatores (ou agentes) sendo os muito comuns os agentes infecciosos (bactérias, vírus, protozoários) agindo diretamente na parede do vaso. Ou podem se manifestar devido ao uso de certas drogas como penicilina, quinina, antibióticos, entre outros. A doença também pode ser causada por reações imunológicas.

 

O que são as Vasculites?

As Vasculites Primárias são doenças raras, de causa pouco conhecida, e ocorrem quando o vaso sanguíneo é o alvo principal da doença. O nome e a classificação das Vasculites Primárias dependem principalmente do tamanho do vaso sanguíneo que geralmente é acometido.

Entre as Vasculites Primárias, diferenciam-se, ainda, dois grupos. No primeiro, a Vasculite ocorre de forma isolada em apenas um órgão ou tecido. Neste grupo estão incluídas as vasculites isoladas do sistema nervoso central, pele, olhos, entre outros. No segundo grupo, as Vasculites acometem vários órgãos ou sistemas, denominadas de Vasculites Sistêmicas. São elas: Arterite de Células Gigantes ou Arterite Temporal (vasculites que acometem preferencialmente vasos maiores); Poliarterite Nodosa (vasculite que acomete principalmente vasos de médio calibre); Granulomatose de Wegener, Artrite de Churg-Strauss, Poliangeíte Microscópica e Púrpura Henoch-Schönlein (vasculites que acometem pequenos vasos sanguíneos).

 

Quais são os sintomas?

Os sintomas das Vasculites são muito variáveis e dependem dos órgãos acometidos. Os pacientes podem apresentar febre, perda do apetite, fadiga, mal estar, suores noturnos, lesões de pele, hipotensão e dores fortes nas articulações ou nos músculos.

 

Qual é o tratamento?

Ainda não há cura para as vasculites primárias. O tratamento é de longa duração e tem como objetivo controlar a doença, o mais rapidamente possível (terapêutica de indução), e manter esse controle em longo prazo (terapêutica de manutenção). As consultas deverão ser frequentes e regulares, para avaliar o controle da doença e os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos que estão sendo utilizados. O curso dessas doenças é relativamente imprevisível. A remissão pode ser duradoura, mas frequentemente é necessário tratamento de manutenção crônico. Os períodos de remissão podem ser interrompidos sem uma causa evidente.

 O uso de medicamentos anti-inflamatórios, vasodilatadores e analgésicos aliviam os sintomas. Pode ser indicado o uso de anticoagulante, imunossupressores e, para casos mais específicos, tratamento cirúrgico. A fisioterapia pode ser indicada em casos de dores, fraqueza muscular e para melhorar os movimentos articulares e a função cardiorrespiratória, dependendo do caso.

Segue abaixo um quadro com os nomes e principais sintomas das principais vasculites primárias.

 

Vasculites de grandes vasos

- Arterite de células gigantes: é uma inflamação dos vasos sanguíneos que aparecem normalmente na cabeça.  Sintomas como fadiga, perda de peso, febre e dores articulares são frequentes. A idade média das pessoas com estas doenças é de aproximadamente 70 anos, acontecendo mais em mulheres que em homens. Ainda há riscos de AVC's (derrames cerebrais), além de dores mandibulares ao mastigar ou falar, assim como enxaquecas. O medicamento mais usado é o corticosteroide.

- Arterite de Takayasu: Afeta a maior artéria do corpo humano, a aorta, e seus ramos primários. No início da doença há sinais inespecíficos como fadiga, perda de peso e febre baixa. Depois, pode ocorrer redução da temperatura em uma ou mais extremidades (braços ou pernas) e dor durante o uso das mesmas (conhecida como claudicação). O médico, durante a consulta, poderá constatar diminuição ou mesmo ausência completa de pulsação nas artérias de uma ou mais extremidades; pressão arterial diferente entre os braços; hipertensão arterial (pressão alta); e sopros nas artérias ou no coração. Exames de imagem como a arteriografia, a angiografia por tomografia computadorizada e a angiografia por ressonância magnética auxiliam no diagnóstico e seguimento: diversas alterações podem ser observadas, tais como: estreitamentos, obstruções ou dilatação das artérias afetadas.

Vasculites de vasos de médio calibre

- Poliarterite nodosa: No início, provoca, sobretudo, febre, cansaço, dores articulares e musculares. Isso porque as artérias de médio calibre estão inflamadas, particularmente as que irrigam os intestinos e os rins, podendo provocar sintomas nesses órgãos, como dores abdominais, presença de proteína e/ou de sangue na urina e hipertensão arterial. É mais comum em adultos, principalmente homens com 40 a 60 anos e pode se associar à infecção pelo vírus da hepatite B. A pele pode mostrar erupções cutâneas, inchaço, úlceras e caroços, além de dores nos testículos. O diagnóstico é confirmado por meio de radiografias, junto com a realização de uma arteriografia (é injetado um líquido de contraste em uma veia, geralmente a da virilha, para confirmação das inflamações).

- Doença de Kawasaki: É uma vasculite que pode provocar aneurismas, principalmente das artérias que irrigam o coração, chamadas coronárias. Acomete principalmente crianças abaixo de 5 anos de idade. O quadro clínico envolve febre por mais de 5 dias, manchas na pele, inchaço nas mãos e pés, ingua no pescoço, lábios rachados e vermelhos, lingua avermelhada e descamação nas mãos e pés.  O diagnóstico deve ser precoce e o tratamento é feito com imunoglobulina venosa para prevenir a formação de aneurismas, vistos no ecocardiograma.

Vasculites de pequenos vasos

- Granulomatose de Wegener: Acomete de forma mais frequente as vias aéreas superiores, inferiores e rins, podendo levar a necrose desses órgãos. Para diagnosticá-la é preciso associar manifestações clínicas e radiológicas. O tratamento é feito com corticosteroides e ciclofosfamida. Os sintomas, nas vias aéreas superiores, ocorrem em mais de 85% dos pacientes, sofrendo de sinusite, otite de repetição, lesões nasais e de palato, além de sintomas pulmonares, como tosse e hemoptise.

- Poliangeíte microscópica: Geralmente, o paciente sofre com um acometimento renal, além da púrpura (descolorações vermelhas ou roxas na pele, causadas pelo rompimento de pequenos vasos sanguíneos), hemorragia pulmonar e dor abdominal. O paciente ainda pode ter febre, emagrecimento, mialgia, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, necrose digital e, até, infarto.

- Arterite de Churg-Strauss: Ocorre em pacientes portadores de asma. É uma vasculite, que envolve a pele, pulmões, nervos e outros órgãos, podendo produzir formigamento, dormência, dores e atrofia ou perda de força das mãos e pés, além de brotoejas, púrpuras palpáveis e nódulos, Outros órgãos como cérebro, rins, intestinos e coração podem ser envolvidos.

- Púrpura de Henoch-Schonlein: É a vasculite mais frequente nas crianças e nos adolescentes. A manifestação clínica mais frequente é a púrpura palpável em 100% dos pacientes, de localização predominante em pernas, coxas, pés e nádegas; Pode ocorrer também dores nas articulações e abdominal. Em alguns casos pode haver acometimento renal, com hematúria ou proteinúria.

- Doença de Behçet: As manifestações mais frequentes são aftas na boca e nas áreas genitais. Surgem também manifestações na pele como pequenas borbulhas com pontos brancos salientes, caroços vermelhos e dolorosos que surgem habitualmente nas pernas, ou lesões parecidas como as da acne, isoladas ou múltiplas. As manifestações mais graves são as oculares. Outras estruturas podem também ser afetadas pela doença, como as articulações com dores, às vezes acentuadas e com diversas localizações; os vasos sanguíneos, com destaque para as veias; o tubo digestivo, com dores apontando para a presença de ulcerações no seu interior; e até o sistema nervoso central, onde a Doença de Behçet pode chegar a justificar queixas de dores de cabeça. Pessoas portadoras do HLA B51 (marcador presente nos glóbulos brancos), são mais propensas a desenvolver a doença.


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