Lúpus: é possível controlar a doença e viver uma vida normal

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão. São reconhecidos dois tipos de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos são acometidos.

Embora a causa do Lúpus não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. Portanto, pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas.

Alguns sintomas são gerais como febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros, específicos de cada órgão, sendo os mais frequentes:

-Lesões de pele (80%): lesões em asa de borboleta (manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz), lesões discóides, vasculite (inflamação de pequenos vasos, causando manchas vermelhas ou vinhosas, dolorosas em  pontas dos dedos das mãos ou dos pés), fotossensibilidade (sensibilidade desproporcional à luz solar).

-Articulares (90%): dor com ou sem inchaço nas juntas.

-Inflamação das membranas que recobrem o pulmão (pleurite) e coração (pericardite): relativamente comuns, podendo ser leves e assintomáticas, ou, se manifestar como dor no peito.

-Inflamação nos rins ou nefrite (50%): pode não haver qualquer sintoma, apenas alterações nos exames de sangue e/ou urina. Nas formas mais graves, surge pressão alta, inchaço nas pernas, a urina fica espumosa, podendo haver diminuição da quantidade de urina.

-Alterações neuropsiquiátricas: menos frequentes, mas podem causar convulsões, alterações de humor ou comportamento (psicoses), depressão e alterações dos nervos periféricos e da medula espinhal.

- Sangue: anemia, diminuição de células brancas (leucopenia ou linfopenia) e diminuição de plaquetas (plaquetopenia), causando sintomas muito variáveis. A anemia pode causar palidez da pele e mucosas e cansaço e a plaquetopenia poderá causar aumento do sangramento menstrual, hematomas e sangramento gengival.

O diagnóstico é feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas acima. Ao mesmo tempo, como algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, eles também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. Embora não exista um exame que seja exclusivo do Lúpus (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza.

O tratamento da pessoa com Lúpus deve ser feito por um médico reumatologista e depende do tipo de manifestação apresentada.

Medidas gerais são essenciais, como proteção contra a claridade ou irradiação solar (uso de fotoprotetores), suspensão do tabagismo, afastamento de condições de estresse, alimentação balanceada, atividade física regular.

O lúpus é uma doença crônica e necessita de um acompanhamento prolongado, mas isso não quer dizer que a doença vai estar sempre causando sintomas. Ao mesmo tempo, o uso regular dos medicamentos auxilia na manutenção da doença sob controle.

Ingrid Koehlert,
médica reumatologista, diretora da Sociedade de Reumatologia do ES


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